quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Dia dos Pais 2010


Falar de mães é fácil, nos geram, dão o calor, sentimos o corpo quente, as batidas do coração é falar de amor.

Falar de Pais é muito mais difícil, é falar de força, de retidão, de caminhos claros e definidos e regras e correções e castigos e medos.

Tudo era assim nas gerações anteriores, o meu Pai era o modelo de perfeição pra mim. Nunca errava, nunca chorava, não tinha depressão, nunca o vi em dúvida sobre nada. Sempre certezas transpiravam dele, os amigos eram intensos, os risos também, ninguém o desrespeitava, ele nunca era deixado de lado, sempre o centro de tudo, firme, super-herói.

Este foi meu modelo o meu e o de muitos que fazem este mundo. Agora a realidade é outra.

A geração que chega é a geração do excesso de informações, a geração onde se tem mais do que se pode assimilar, a geração que tem que intuir o tempo todo e intuir significa sentir acima de tudo. O homem agora chora, entende a mulher, o homem necessita ser amado, tem que receber carinho, as vezes em excesso pra se sentir bem.

Esse novo mundo que ainda vem por completo, que na geração do meu filho, certamente será mais humano, mais sensível, mais intuitivo. Teremos pessoas mais bem-amadas, mais satisfeitas  e felizes que vão valorizar o amor.

Agora um Pai tem é que não estragar isso que vem chegando, tem que mesmo sendo tudo que trás dos próprios pais, ter mais, tem que entender que é hora de dar passagem e aprender com esse mundo novo, com os filhos novos que estão chegando.