Falar de mães é fácil, nos
geram, dão o calor, sentimos o corpo quente, as batidas do coração é falar de
amor.
Falar de Pais é muito mais
difícil, é falar de força, de retidão, de caminhos claros e definidos e regras
e correções e castigos e medos.
Tudo era assim nas gerações
anteriores, o meu Pai era o modelo de perfeição pra mim. Nunca errava, nunca
chorava, não tinha depressão, nunca o vi em dúvida sobre nada. Sempre certezas
transpiravam dele, os amigos eram intensos, os risos também, ninguém o
desrespeitava, ele nunca era deixado de lado, sempre o centro de tudo, firme,
super-herói.
Este foi meu modelo o meu e o de
muitos que fazem este mundo. Agora a realidade é outra.
A geração que chega é a geração
do excesso de informações, a geração onde se tem mais do que se pode assimilar,
a geração que tem que intuir o tempo todo e intuir significa sentir acima de
tudo. O homem agora chora, entende a mulher, o homem necessita ser amado, tem
que receber carinho, as vezes em excesso pra se sentir bem.
Esse novo mundo que ainda vem
por completo, que na geração do meu filho, certamente será mais humano, mais
sensível, mais intuitivo. Teremos pessoas mais bem-amadas, mais satisfeitas
e felizes que vão valorizar o amor.
Agora um Pai tem é que não estragar isso que vem chegando, tem que
mesmo sendo tudo que trás dos próprios pais, ter mais, tem que entender que é
hora de dar passagem e aprender com esse mundo novo, com os filhos novos que
estão chegando.
