sexta-feira, 6 de maio de 2011

Raiz-Forte


Caramba!  Vamos falar de culinária de novo?
Meu amigo Luis que vai gostar. Vamos primeiro entender isso, a raiz-forte (Armoracia rusticana), gostei do rusticana, principalmente da cana, é um condimento picante, que os alemães adoram comer com aquele salsichão constrangedor, mas delicioso.
Antes do uso da pimenta, a raiz-forte e a mostarda eram os únicos condimentos picantes usados na Europa, conhecida desde a antiguidade pelas suas propriedades medicinais.
Uma curiosidade é que a raiz-forte só libera as enzimas que lhe propiciam o ardor, se ralada ou picada e depois de ralada ou picada deve ser mantida no vinagre senão escurece e perde suas propriedades. Não confunda a raiz-forte com a wasabi, que se usa para comer com sushi e aquele monte de peixes crus da culinária japonesa, embora a raiz-forte seja usada para fazer o falso wasabi, bastando para tanto misturá-la com aquele corante verde.
Não precisaria nem continuar este texto, visto a fácil transposição da utilização da raiz-forte com o nosso cotidiano.
Tá bom, mesmo que vocês não precisem da minha ajuda, vou discorrer um pouquinho sobre o assunto.
Feche os olhos, deixe uma lembrança tomá-los. Pra mim é assim, a sensação começa um pouco abaixo da boca do estomago, o calor sobe e contorna o coração e na altura do gogó, irradia como uma fonte de calor intenso e um leve sorriso estampam a minha face. Se você quando puxa uma lembrança, fecha os olhos e não sente absolutamente nada, só fica impaciente pensando no que vai fazer no próximo segundo quando abri-los, isso é um problema.
Já disse muitas vezes pras pessoas, o que elas perdem quando não querem experimentar algo que nunca fizeram como comer ostras, comer o peixe cru num restaurante japonês, ou simplesmente se colocarem num lugar onde sempre imaginaram não se sentirem bem, na frente de uma pequena multidão, por exemplo, e falar dos próprios sentimentos.
Acho chato hoje, constranger desta forma, porque cada um sabe até onde quer ir, embora, passar a vida sem saber o que é ser feito de pérola por dentro, eu ache um desperdício (é assim que me sinto após comer meia dúzia de ostras frescas).
Uma porção insignificante de raiz-forte muda completamente a forma de sentir um sabor, lembrando que se a gente tenta aumentar esta sensação aumentando esta porção, estragamos completamente o salutar efeito da alimentação.
Precisamos na vida deste efeito da raiz-forte, uma pequena porção às vezes e vamos nos lembrar sempre dela, entenderam?
As emoções são a raiz-forte na nossa vida e mesmo que as maiores e mais intensas não aconteçam todo dia, quando fechamos os olhos, as trazemos e a nossa vida disse a que veio!
Fico feliz e agradecido por ter tido algumas poucas vezes o contato com a raiz-forte em minha vida e isso veio sempre que uma paixão, em todas as suas possíveis variações, fica acessível.
Um mistério, que só desvendamos depois de vivê-lo! Lembre-se que só se extrai o sabor se picarmos ou ralarmos a raiz-forte, ok? Quebrando, mordendo ou só lambendo é como se experimentássemos uma batata crua...Mais lições e não só técnicas!
“Porque o mal nunca entra pela boca, porque o mal é o que sai da boca do homem”
Viu, não foi a Baby e o Pepeu que disseram isso pela primeira vez ok? (Mateus 15-11).
Veja o questionamento do artista, o que é o que é meu irmão!!!


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