Caramba!
Vamos falar de culinária de novo?
Meu amigo Luis que vai gostar. Vamos primeiro
entender isso, a raiz-forte (Armoracia rusticana),
gostei do rusticana, principalmente da cana, é um
condimento picante, que os alemães adoram comer com aquele salsichão
constrangedor, mas delicioso.
Antes do uso da pimenta, a raiz-forte e a mostarda
eram os únicos condimentos picantes usados na Europa, conhecida desde a
antiguidade pelas suas propriedades medicinais.
Uma curiosidade é que a raiz-forte só libera as
enzimas que lhe propiciam o ardor, se ralada ou picada e depois de ralada ou
picada deve ser mantida no vinagre senão escurece e perde suas propriedades.
Não confunda a raiz-forte com a wasabi, que se usa para comer com sushi e aquele
monte de peixes crus da culinária japonesa, embora a raiz-forte seja usada para
fazer o falso wasabi, bastando para tanto misturá-la com aquele corante verde.
Não precisaria nem continuar este texto, visto a fácil
transposição da utilização da raiz-forte com o nosso cotidiano.
Tá bom, mesmo que vocês não precisem da minha
ajuda, vou discorrer um pouquinho sobre o assunto.
Feche os olhos, deixe uma lembrança tomá-los. Pra
mim é assim, a sensação começa um pouco abaixo da boca do estomago, o calor
sobe e contorna o coração e na altura do gogó, irradia como uma fonte de calor
intenso e um leve sorriso estampam a minha face. Se você quando puxa uma
lembrança, fecha os olhos e não sente absolutamente nada, só fica impaciente
pensando no que vai fazer no próximo segundo quando abri-los, isso é um problema.
Já disse muitas vezes pras pessoas, o que elas
perdem quando não querem experimentar algo que nunca fizeram como comer ostras,
comer o peixe cru num restaurante japonês, ou simplesmente se colocarem num
lugar onde sempre imaginaram não se sentirem bem, na frente de uma pequena
multidão, por exemplo, e falar dos próprios sentimentos.
Acho chato hoje, constranger desta forma, porque
cada um sabe até onde quer ir, embora, passar a vida sem saber o que é ser
feito de pérola por dentro, eu ache um desperdício (é assim que me sinto após comer
meia dúzia de ostras frescas).
Uma porção insignificante de raiz-forte muda
completamente a forma de sentir um sabor, lembrando que se a gente tenta
aumentar esta sensação aumentando esta porção, estragamos completamente o
salutar efeito da alimentação.
Precisamos na vida deste efeito da raiz-forte, uma
pequena porção às vezes e vamos nos lembrar sempre dela, entenderam?
As emoções são a raiz-forte na nossa vida e mesmo
que as maiores e mais intensas não aconteçam todo dia, quando fechamos os
olhos, as trazemos e a nossa vida disse a que veio!
Fico feliz e agradecido por ter tido algumas
poucas vezes o contato com a raiz-forte em minha vida e isso veio sempre que uma
paixão, em todas as suas possíveis variações, fica acessível.
Um mistério, que só desvendamos depois de vivê-lo!
Lembre-se que só se extrai o sabor se picarmos ou ralarmos a raiz-forte, ok?
Quebrando, mordendo ou só lambendo é como se experimentássemos uma batata
crua...Mais lições e não só técnicas!
“Porque o mal nunca entra pela boca, porque o mal é o que sai da boca do homem”
Viu, não foi a Baby e o Pepeu que disseram isso pela primeira vez ok? (Mateus 15-11).

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