terça-feira, 29 de março de 2011

Olhos Famintos!


Assisti a este filme faz tanto tempo e sempre quis escrever sobre.

É de terror claro, mas o interessante é a obstinação do mau feitor por partes das vítimas, Especialmente um dos protagonistas, chamou a atenção do monstrão, pelos seus olhos.
Interessou-me um detalhe, o mau encarnado, não ataca qualquer um, ele pelo cheiro que o medo exala, consegue saber se tem alguma parte que o interessa. Tem os caras que ele simplesmente não quer.

O cúmulo do sentimento de inferioridade, achar que um monstro aterrorizador num momento consumista possa não querer devorá-lo, por você não ter nada que possa interessar. Sinistro este pensamento.

Vamos então imaginar, uma busca infinita por algo que nos falta, mesmo que esta coisa seja supérflua, como ter olhos azuis, ou ser forte e magro.
A constante alimentação de um desejo cria algo tão maior que precisa ser explicado.
Alguém se habilita?

Acho que a psicanálise:

Vamos distinguir entre satisfação e realização. O ser humano realiza o que em num determinado momento ele deseja, só que invariavelmente, o desejo o abandona prestes a realizar.

Como formula Lacan: "O  desejo é sempre o desejo de um outro desejo”

Freud que diz que “o mundo é movido pela fome e pelo amor”

O desejo jamais é satisfeito porque tem origem e sustentação da falta essencial que habita o ser humano, daquilo que jamais será preenchido e, por isso mesmo o faz sofrer, mas também o impulsiona para buscar realização – ou satisfação parcial

Jung vê nos desejos a oportunidade de trazer a luz, o inconsciente coletivo, interpretando os símbolos e chegando ao verdadeiro eu.

“Jung concordava com Freud, que quando um paciente entendia racionalmente o motivo pelo qual um símbolo aparecia em seus sonhos, esse símbolo perdia seu poder perturbador”.

Legal isso tudo, mas é necessário muito tempo de estudos pra aplicar em algo, vou ficar por aqui:
todo novo dia é um dia novo pra fazer tudo de novo, às vezes melhor, às vezes só diferente!” (Iuras 29/03/2011)

Enquanto não resolvo, vou ser como diz a musica, num rompante de “eus”.

Eu quero ser como a chuva ácida que cai sobre os monumentos de atenas
Eu quero ser como a radiação impiedosa de chernobyl
Eu quero ser como as águas do dilúvio sobre a terra
Eu quero ser como as lavas do vesúvio sobre pompéia

Eu não vou passar o resto dos meus dias fazendo tudo igual

Eu quero ser como os mangues, onde brota a vida num segundo
Eu quero ser como os fogos de artifício na noite de ano novo
Eu quero ser como o sol que ilumina nossas vidas
Eu quero ser como a estrela que guiou os reis à manjedoura

Eu não vou passar o resto dos meus dias fazendo tudo igual

Eu quero ser a força destruidora
Que traz mudanças para o mundo
Eu quero ser a força criadora,
Que constrói um mundo diferente a cada dia

Eu não vou passar o resto dos meus dias fazendo tudo igual.