terça-feira, 26 de abril de 2011

Mapa


Quem tem filho pequenininho sabe o que é um maaaapaaaa, mas vamos para prosa. (Existe um desenho animado chamado Dora...)
Se vocês pesquisarem na rede, verão centenas de informações sobre mapa mental, que tratam de gerar um gráfico (mapa) que fica fácil de memorizar, diferentemente de memorizar palavras, que exigem muito mais recursos do cérebro.
Exemplificando: na hora de fazer compras, lembre de cada cômodo da casa e intensifique coisas que você precisara comprar para cada um, fácil, um banheiro fedido, você precisa de desinfetante.
Uma coisa que eu não esqueço, morávamos num apartamento e tínhamos duas chaves, uma do hall e outra da garagem, uma era azul e outra amarela. Sempre me confundia e pela lei do “Smurf”, sempre eu pegava primeiro a chave errada.
A amarela era a de cima, amarelo = sol, acharam fácil mesmo né? Só o ameba aqui é que demorou muito tempo pra gravar...
Mas não é desse mapa que eu quero falar, é do mapa que começamos a criar em nossas mentes na tenra infância, programação neuro lingüística da boa!
-Luz, quente, dói
-Tomada, choque, dói
-Doce, cheiro bom, comer
-Vamos complicar?
-Cara feia, bronca, se esconder
Padrões de comportamento mediante estímulos, na infância primitiva, por exemplo, a reação de se esconder, que depois na fase adulta continua sendo se esconder, só que desta vez, em nós mesmos.
Reações mais extremas ainda ocorrem com simples estímulos, como ser contrariado.
Entender como isso começa e viajar até a raiz disso é essencial para reprogramarmos o que pode ser reprogramado, o que realmente nos incomoda ou atrapalha em nossas vidas.
Um exemplo meu: Fazia uma piada, uma brincadeira, mas esta brincadeira carecia de aprovação, se 100% das pessoas não rissem, ou fizessem comentários positivos, eu não estava satisfeito, aliás, ficava arrasadinho. Aí nada saia realmente natural, mesmo sendo eu tão rápido e perspicaz (hahaha).
Quando descobri a origem da minha necessidade de agradar, parei de precisar repetir este padrão e agora simplesmente as coisas saem de mim, sem preparação intensa e por isso sem cobranças intensas sobre mim mesmo.
Leveza é a palavra, simples, fugas, sutil, assim são as coisas quando menos filtradas, mapeadas, esquadrinhadas.
O sorriso é natural, mas o choro também, ok?
Essa foi leve, só pequenos exemplos da teia que envolve nosso intelecto e nos torna menos humanos e mais seres complexados que necessitam de estudos e terapias.
Boas viagens ao interior do ser pra vocês.
Às vezes as coisas e as pessoas simplesmente vão, passando por nós, às vezes transpassando pela alma, muitas fezes marcando mapas em nossas mentes, outras simplesmente ficarão esquecidas empoeiradas. O Xerxes da história “Fortaleza” se chamava Sidnei, acabei lembrando, este não tinha nem deixado um nome.

Diante da vastidão do tempo e da imensidão do universo,
é um imenso prazer para mim dividir um planeta
e uma época com você.
(Carl Sagan)
Um Amigo que recomendou esta musica, eu nunca nem assistiria um clipe desse, ai que nojo! Rs. Valeu Leandro!


sexta-feira, 8 de abril de 2011

Coração


Ricardo Coração de Leão!

Rei inglês, que recebeu este nome de “coração de leão”, pela sua valentia e habilidade durante as cruzadas, com estratégias e principalmente coragem, foi temido até pelo grande Saladino (Salah al-Din Yusuf ibn Ayub), o Sultão dos infiéis!

O Coração é o órgão mais nobre e poético de nosso corpo. Não à toa, é o símbolo de tudo que é quente, apaixonante, vermelho!

Mas como funciona isso? Olha, é interessante, estou escrevendo, com um router preso no meu peito, justamente checando uma irregularidade que me acometeu. Palpitações e falhas.
Fantástico como sentir uma irregularidade de batimentos no coração nos remete a coisas sentimentais. Acho que a sensação de um movimento que não é normal , vindo de um lugar onde tudo é tão constante, nos chama a atenção.

Tá explicado, por isso que quando os ciclos cardíacos são alterados pela presença da adrenalina na corrente sanguínea, devido a uma forte emoção, temos as sensações físicas mais sensíveis e isto nos marque com impressões o cérebro!

Que empolgante né? rs

Pegue uma banana descascada e aperte-a com uma mão, bem no meio (como se uma banana toda torta pudesse ter meio), o que acontece? Vai um pedaço estraçalhado para cada lado. Então repita a operação, agora com as duas mãos, colocadas nas extremidades da banana (que coisa meio... erótica né?) se você apertar as duas mãos simultaneamente, a banana é espremida para o centro.  Agora, pegue a banana em uma de suas extremidades e coloque a outra mão do lado da primeira, aperte a da extremidade ao mesmo tempo em que suavemente afrouxa a outra mão, aí aperte a segunda mão afrouxando a terceira mão...

Quantas mãos você tem? Eu tenho 8 rs.

O coração é uma máquina, dividida em câmaras, como se com duas mãos espremendo uma banana, que por um lado puxa o sangue, se fecha pra ele não retornar por onde veio, passa para o outro lado (troca de mão) e espreme este sangue para o fora, aí fecha de novo pra ele não voltar pro coração, imaginou?

Complexo? Muito engenhoso, se você não viu, precisava ver as valvulinhas trabalhando alucinadas.

Mas que conclusão tudo a ver nada a ver podemos tirar de um processo mecânico que só por variar a frequência e até a intensidade nos marca impressões psíquicas que depois juntamos com nossas lembranças e quando lembramos nos trazem sentimento, literalmente?

“Acho” que talvez as coisas na vida sejam assim, a gente puxa pra gente, segura pra não cair, depois passa pra outra mão e empurra pra longe, pra poder pegar outra coisa em seguida e mais outra e mais outra e mais outra... 

”Esse turu turu turu aqui dentro //Que faz turu turu quando você passa
Meu olhar decora cada movimento //Até seu sorriso me deixa sem graça
Se eu pudesse te prender, // dominar seus sentimentos,
Controlar seu passos, //ler sua agenda e pensamentos
Mas meu frágil coração //acelera o batimento e faz turu turu turu turu
 “