De acordo com o Novo Dicionário Banto do Brasil,
de Nei Lopes, estas palavras significam o seguinte: (1) tonga (do Quicongo),
"força, poder"; (2) mironga (do Quimbundo), "mistério,
segredo" (Houaiss acrescenta: "feitiço"); (3) cabuletê (de
origem incerta), "indivíduo desprezível, vagabundo" (também empregado
para designar um pequeno tambor que vai preso em um cabo, usado na percussão
brasileira).
Quando Vinícus e Toquinho em 1970, fizeram esta
música, desafiadora ao regime militar, eu tinha 5 anos, então, cresci ouvindo
esta expressão, sempre no sentido de “não esquenta”, “tanto Faz”, “qualquer
coisa que não interessa e eu to pouco me lixando”, não quer, então vai pra
Tonga da Mironga do Cabuletê, esta expressão sempre veio regada a sorrisos,
risos e gargalhadas.
As palavras, muitas vezes, são mais fortes que seu
significados e a sonoridade é mais importante que a grafia. Desde meus
primórdios de vida no século e milênio passados, me pergunto como surgiram as
palavras. Vem de alguém, que ouviu de alguém, que ouviu de alguém, que mudou um
pouco, que mudou mais um pouquinho e parecendo uma teoria Darwiniana, evoluiu,
se mesclou, misturou, miscigenou, sincretizou
e chegou aqui?
Os sons, como mantras, têm uma profundidade em
nossos inconscientes e quem sabe, provavelmente em nossas almas.
Eu vivia fazendo ligações e entendendo muito
quando entendia a origem.
Algumas palavras vêm do som que a natureza nos
traz:
Trovão, cachoeira, chocalho e outras vêm de
radicais que dizem tudo na sua formação, como as de origens gregas:
Gênesis: geração, origem, princípio, início,
nascimento. Que vem dos Genos que
eram grupos de pessoas na antiga Grécia que tinham em comum um antepassado, um
pai e daí vêm gerar, general, genética, gerenciar, gênesis.
Temos as origens curiosas, o famoso canguru, que
na língua dos nativos australianos significa literalmente “o que ele disse?”.
Quando os ingleses viram o pulador marsupial, perguntaram o que é aquilo, ao
que um nobre diligente silvícola, sem entender a língua, replicou a pergunta no
seu dialeto e daí surgiu um nome!
Hoje estou ligth, que no sentido da palavra
significa luz, mas foi difundido como leve, talvez porque em cores reduza a
intensidade, acho que é isso, então vou brincar de Léxico, ou de lego.
Numismática: Poderia ser uma ciência esotérica,
toda profunda, voltada a iluminação do ser, mas é só uma ciência que estuda
moedas e medalhas.
Não vou mais longe não, tem muito pra discorrer
neste assunto, as palavras mágicas, perdidas, de passe, inúmeras. Fica um toque
de quero mais, uma curiosidade, um desafio.


