segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Segurança!


O que é segurança?
Segurança é a percepção de se estar protegido de riscos, perigos ou perdas. A segurança tem que ser comparada e contrastada com outros conceitos relacionados: Segurança, continuidade, confiabilidade.
Ô diacho! Esta semana fiz um exame de consciência, será que eu seguro mesmo as coisas? Sempre pensei que eu transmitia segurança nas coisas que fazia, mas andei percebendo outro lado do que a gente transmite. De que adianta, o super-herói mais forte e bonitão, se ele está protegendo outras vítimas indefesas que não você?
Acessibilidade é a palavra que deve vir anexada ao conceito de confiança e segurança.
Aquele que parece muito certo, mas que se você não é a pessoa mais veloz e exata, te deixa pra traz como um animal doente na manada, não parece mesmo ser a pessoa que te dá segurança.
Tem que voltar, esperar, respirar, estar em todos os momentos, os seus momentos não só os momentos dele.
Difícil dar segurança mesmo. Acho que eu não seguro com tanta firmeza, não me preocupo mesmo de verdade, às vezes a névoa da autoproteção e o véu do tantofazísmo, fala mais alto. Manter os olhos em todas as direções, pra proteger, defender do perigo me deixa tonto, acho que é labirintite mesmo!
Virar a cabeça com velocidade para os lados, enquanto passo dirigindo minha vida me confunde. Fácil é, olhar só pra frente ou só para trás, mas para os lados e mudar de direção, contra aquele objetivo, que está a frente, se importar, querer ser seguido, não parece natural pra mim.
Descobri neste domingo, o porquê de meus sonhos repetidos, principalmente na infância e algumas vezes também na fase adulta, sobre um elevador que anda de lado. Sim, sonhos onde o danado do artefato se desloca rapidamente na horizontal, depois fazendo curvas e sempre muito rápido e me deixando sem saber se eu chegarei à porta de saída do prédio ou ao andar ao qual estava me dirigindo.
Assisti a “Fantástica Fábrica de Chocolate” na versão nova com o Johnny Depp, muito mais repleta de efeitos do que o filme original de 1971, com o Gene Wilder, maluquinho aquele cara, o Johnny é mais chapado. Tudo isso tirado de um livro de 1964 de Roald Dahi. Nesta ficção científica infantil que eu me esforcei em tornar atrativo para meu filho de 2,5 anos, com comentários trazendo a história para compreensão dele, “DePerrente”, o Willy Wonka, entra com o garotinho, personagem principal da história o Charlie, em um elevador de vidro, elevador esse que se movimenta em todas as direções, com uma velocidade incrível.
Olha lá a causa de tantos sonhos que eu não entendia. Uma figura gravada no meu subconsciente, uma coisa que eu não consegui resolver quando criança povoou meu imaginário simplesmente nos últimos 30 anos.
Acreditem que assistindo a cena do elevador, agora com 45 anos nas costas, senti medo e insegurança, a irresponsabilidade de pilotar um elevador com propulsão a jato, com um garotinho indefeso dentro dele, me apavorou por alguns décimos de segundos, até eu entender tudo e ficar livre.
Nada seguro mesmo, esquivei-me de ser o ascensorista por tanto tempo, acho que vou andar neste elevador de vidro daqui pra frente, segurando e assegurando, pra quem estiver nele, que se ele cair, cairemos juntos!
 Lumpas Originais:
Lumpas Atuais:
O Filme Original:



Um comentário:

  1. O elevador não vai cair e nem parar, pois estão todos dentro, se um errar a direção o outro concerta e se ele quebrar outro arruma, o importante é todos estarem dentro dele, se alguém estiver fora, bom, fora não faz muita diferença para os que estão dentro indo na mesma direção.
    Mais importante ainda é todos acharem um elevador para entrar, pois caso contrário cada uma vai em uma direção.

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