Anotem
aí: Faça um molho rose, com tomate, creme de leite, ketchup e mostarda. Deixe
quentinho na panela. Pique 1 cebola em cubos, pique 6 castanhas do pará e umas 150 gramas de queijo
bola. Nestas picações, faça-as de modo irregular, o efeito desejado é esta
irregularidade. Frite a cebola, no teflon é bom, até começar a corar e misture
a castanha, deixe ficar tudo escuro e oleoso. Despeje no molho rose. Misture o
queijo no final. Sirva com arroz branco, discreto no tempero e hambúrgueres de
carne sabor picanha, se não tiver serve uns bifes de picanha na chapa mesmo, fazer
o que? Pronto! Vinho branco vai bem, o tinto perderia o encanto e a água de
coco ganha um especial sabor quando ingerida com esta receita.
O
que tem a ver? Procure quando concluir a
leitura do texto, ou será só porque quis guardar essa invenção de sábado no
almoço?
Vou
viajar para um passado longínquo para buscar mais respostas (ou seriam mais
perguntas?).
Antes
do Deus do antigo testamento ser Oni-tudo, ele era só o Deus da montanha. No
período lá perto de 1300 AC, quando falava diretamente com Moisés, morava no
alto do monte Sinai. Por volta de 597 AC, no tempo do exílio para Babilônia por
Nabucodonosor, que a ideia de onipresente passou a ser difundida, de forma a
manter a fé Judaica mesmo longe da casa de seu Deus, então os salmos que
contemplam Deus das alturas vem primeiramente da visão do Deus da montanha.
Quando
eu tinha entre 6 e 8 meses, minha primeira lembrança consciente deste mundo, Eu
num berço colocado na área adjacente a cozinha da casa de meus avós maternos e
segurando na guarda do berço. Recebia gracinhas e carinhos do meu avô Antônio,
com a barba espinhuda que me fazia cócegas. Lembro-me de que éramos dois bobos
encantados um com o outro, rindo sem parar, até que alguém passou e disse: -
“encheu a fralda de novo?”, só podia ser minha avó Emília, que foi criada e
sempre criou os filhos para verem algo negativo em tudo, acho que um jeito de
sobreviver diante da miséria que abatia a grande maioria dos imigrantes italianos
do começo do século XX.
Desci
imediatamente da guarda e me lembro de uma profunda tristeza que me levou ao
choro.
Uns
dois anos mais tarde, estava na parte superior da casa que morava, uma laje com
um quarto, no fundo da casa de meus avós, aquilo veio a ser uma malharia, mas
não me lembro quando isso foi. Eu tomava sol e era entre julho e agosto, pois
ventava frio a pesar do sol forte. Pressenti a formação de um redemoinho de
vento, daqueles que minha avó dizia serem a origem dos sacis. Não tive medo
como deveria por estar só e ter sido condicionado a ter medo de sacis, além de
todas as outras coisas. A formação aconteceu, o frio nas minhas costas, estava
eu virado para um canto entre 3, primeiro a poeira subindo depois todos os
restos de papéis e folhas espalhados pela laje se juntaram e finalmente o
serpentear do ciclone até tudo se dispersar sobre o telhado e ao longe.
Perguntei-me,
com essa tenra idade: de onde eu vim, como a pouco eu não conhecia estas
pessoas que tem tão pouco a ver comigo? Por que eu não me vou com o vento como
tenho vontade? Este é um mistério mesmo pra mim, de onde vieram estas perguntas
e o porquê delas, acho que ainda não sei responder plenamente, mas vou tentar.
Um
ponto adimensional contendo toda a Sabedoria do Universo se moveu, indo para um
outro ponto, usando a Força. Neste momento esta reta era a primeira
representação do equilíbrio entre o negativo e positivo, opostos se
completando, mas lá no Genesis, e “Deus viu que era bom”, como Ele poderia ver
sem se afastar da criação e se deslocando contemplou a Beleza formando um
triângulo que passou a determinar um plano. Toda a tridimensionalidade e o
Universo ao qual contemos (não ao que somos contidos) surgiram e como se o
tempo não existisse para a Sua infinita duração de existência, pode ver toda a
obra do começo ao fim, sendo então o Alfa e o Omega!
Acho
que a Santíssima Trindade realmente formou o “nós” e todos somos este “nós” e
por sermos parte criatura e parte criadores, não vislumbramos a obra toda, não
conseguimos pela nossa perene existência, olhar além de um pouco tempo.
Estando
andando em uma quadra de ruas, quando chegamos à esquina, podemos ver um
caminho enorme para trás e muito pouco a nossa frente, ao dobrarmos a esquina,
não vemos mais nada para trás e todo um caminho a nossa frente. O tempo parece
ser dividido assim, estamos sempre vendo em parte.
Quando
nos elevarmos, veremos a quadra toda, a cidade toda, o planeta todo, a criação
toda, indo com o vento, sentindo o sopro divino a nos embalar e transportar.
Tudo que move é sagrado
E remove as montanhas
Com todo o cuidado
Meu amor
E remove as montanhas
Com todo o cuidado
Meu amor

“Quando eu tinha entre 6 e 8 meses, minha primeira lembrança consciente deste mundo”
ResponderExcluirNossa!!! 6 meses, isto não é normal, rssss. Brincadeira aparte, isto me fez pensar qual seria minha primeira lembrança.
Eu acordei em um berço na cor de madeira envernizada, minhas cobertas eram vermelhas, na verdade eu tenho certeza se eram as minhas cobertas ou a da cama dos meus pais. A primeira vontade que tive foi de chorar, chorei, mas minha mãe não apareceu, minhas primas, não lembro se foram as duas ou uma, vieram como mães ou como crianças como quando brincam de boneca me socorrer do choro desesperado.
Ontem conversei com a minha mãe sobre este acontecimento tentando fazer uma linha de tempo para descobrir qual seria minha idade, minha mãe me surpreendeu dizendo que se lembrava deste dia, pois foi o primeiro dia em que ela contratou uma baba e me deixou sozinho quando foi ao trabalho, o problema foi que baba não apareceu e eu passei o dia com as minha primas que tinham entre 6 e 8 anos.
Hoje elas são casada uma com um filho de 2 anos, minha mãe me disse que eu tinha por volta dos 2 anos.
Luis não tem ligação com o assunto mas este discurso longo do Steves Jobs é memorável.
http://www.youtube.com/watch?v=66f2yP7ehDs