quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Oração - A música!



Depois de escrever uma coisa muito densa e de difícil digestão se absorvida a noite, vai uma levíssima. Essa música é um mantra, se você ouvir umas três vezes seguidas, te garanto que vai ficar uns dois dias com ela na cabeça. O que é mantra mesmo?

Mantra (do sânscrito Man =  mente e Tra = alavanca)

Meu amor essa é a última oração
Pra salvar seu coração
Uma última tentativa, mas só que não uma tentativa desesperada de quem vai perder, com interesse de receber, mas uma tentativa de quem só tem amor pra dar e nenhum reconhecimento pagaria isso.

Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na despensa
O coração não é tão simples como coisas que você compra e conquista com força, tem que ter muito jeito, ou ser somente o que você é. Leia de novo a crônica “Coração” que o entendimento vem.


Cabe o meu amor!
Cabem três vidas inteiras
Alusão a um tamanho gigantesco, talvez inconcebível, capaz de conter o amor ou de caber o que se acumularia vivendo três vidas em sequência, conhecendo três mundos distintos, com três realidades totalmente diferentes, com três conjuntos de paixões, decepções e de amores verdadeiros.


Cabe uma penteadeira
Isso merece um capitulo só dele. Alguém que já teve uma penteadeira no quarto sabe o que é. Meus Pais tinham uma no deles e lembro-me perfeitamente. Gavetas, uma base como uma mesa e um espelho, que girava em duas atarraxas que se espanadas, com o tempo, permitiam que o espelho tombasse, se detendo só por tocar na parede, aí ele ficava sempre fora de prumo. Muito charmoso com uma moldura toda rebuscada, cheia de voltas e caracóis, pode-se dizer até barroco.
O que tem de mais?
Era aquilo que te refletia, se olhava praquilo antes de ir enfrentar o mundo, ao se acordar. Quantas milhares de vezes pensei se era bonito ou feio, se teria sucesso, se seria aceito? Um reflexo do que eu queria ser. Muitas pessoas devem ter desistido dos sonhos em frente a uma penteadeira, muitas decidiram não mais viver, mas garanto que a grande maioria ergueu a cabeça, empinou o nariz e disse eu posso e consigo, prefiro pensar assim.

Cabe nós dois
Poxa, não vejo explicação pra esta frase, claro que cabem acho que foi só pra rimar.

A vida é boa assim, nem tudo pode ou deve ser explicado, mas recomendo que seja vivido com ou sem moderação!
Mantra procês!!

Oração

A Banda Mais Bonita da Cidade

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Energia


Resolvi aqui no trabalho, um daqueles problemas que só o House (da série de tv do mesmo nome) consegue, naquele instante de intuição!
Poxa, me senti transbordando de energia e disposição. Epa! Energia e disposição?
Energia: Da origem em grego “ergos” que significa trabalho, tudo o que modifica ou coloca em movimento ou deforma um corpo, porém só o conceito físico de trabalho não exprime o que seja energia.
Imaginemos um átomo, que é a menor partícula organizada eletricamente no universo. A imensidão de “nada” existente entre o núcleo e a eletrosfera, fazendo com que a matéria tenha nas suas entranhas, um enorme e descomunal vazio!
Imagine isso, a massa do núcleo de um átomo é quase duas mil vezes maior que a massa dos elétrons que a circulam, mais além, a estrutura do átomo, dimensionalmente, é como se toda massa estivesse no núcleo que tem o tamanho de uma bola de bilhar e a camada onde os elétrons orbitam, estivessem na altura de um prédio de 100 andares e entre estes dois pontos notáveis não existe nada além do vácuo.
Que tipo de energia é esta que mantém coeso nosso mundo, a distâncias infinitamente longas sem nenhum contato material?
As teorias de unificação dos campos um dia concluirão isso, mas por enquanto o que mais se aproxima são modelos matemáticos de 16 dimensões, impossíveis de se conceber na nossa mente, ao ponto de sermos hoje, só uma probabilidade de existirmos, juntamente com todo resto de matéria no universo conhecido.
Talvez daqui algum tempo, descubramos que tomar sopa com uma colher é uma enorme sorte, visto que os espaços vazios na matéria são tão grandes que a sopa poderia facilmente fluir pelos átomos da colher se um pequeno desvio de frequência acontecesse entre ambos.
Deixa isso para outra discussão.
O Importante nisso é que toda energia já existe, ela simplesmente, ou complexamente, se transforma o tempo todo e de acordo com uma grandeza chamada entropia, um dia toda forma de energia se transformará em calor e aí acho que teremos o conhecimento de como é o inferno de verdade, um enorme mundo parado e quente.
Sempre que convertemos uma energia em outra, temos um resíduo de calor e daí esta teoria e daí que todas as tentativas de se construírem moto-contínuos, sempre falharem.
Mas, na contramão da física, existe uma coisa que quanto mais à gente dá, mais aparece, porém igualmente a energia da discussão acima, provoca sempre calor.
É a solidariedade, que vem sempre acompanhada de um sentimento bem comum e com o significado vindo de forma menos completa do que poderia ser se explicada por cientistas, que é o AMOR (em muitas formas de ser, um dia também faço uma teoria da unificação dos “amores” – Eros, ágape,...).
Com minha ENORME modéstia, acredito que estou chegando muito perto de relacionar esta energia que mantém este nosso universo coeso com o amor, que primeiramente deve ter sido emanado de nosso criador altíssimo.
Vou tentar uma primeira equação não se espantem.
E=m.c²
Onde:
E= Espaguete
m=Massa
c²= Carinho ao quadrado
Pensam que estou de brincadeira não é?
Como sua nona transformava ingredientes puramente físicos em um alimento para o corpo e para a alma, naqueles deliciosos almoços de domingo?
Pura Alquimia, pura meus caros.
“É chato chegar

A um objetivo num instante
Eu quero viver
Nessa metamorfose ambulante

Se hoje eu sou estrela

Amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Hércules


Estava lendo uma revista distribuída por uma associação a que pertenço e me chamou a atenção uma crônica que citava os doze trabalhos de Hércules e a jornada interna, com um chamado que ao ler me causou estranheza.
Em suma a chamada dizia que você só consegue realizar a jornada e conquista interna, depois de ter sua conquista exterior.
Fiquei pensando que o autor tivesse se confundido, imagina, primeiro temos que fazer o dever de casa, devemos estar cônscios de nós mesmos, para conquistarmos o mundo, como diria o ratinho daquele desenho O Pink e O Cérebro!
Lendo a reportagem, continuava tendo o mesmo pensamento de um erro do autor a cada linha, até que num determinado ponto, obviamente antes do fim, punckt plact zoom! Algo descolou das teias de aranha do interior da minha cabeça.
Claro e cristalino, obvio e massacrantemente correto. O mundo é um grande campo de provas, treinamos na vida, não com a cabeça no travesseiro. Conhecemos a natureza olhando as árvores, não lendo na enciclopédia. Conhecemos as pessoas comendo um quilo de sal não conversando num barzinho no sábado à noite. Eu estava comparando alhos com bugalhos, confundindo dever de casa com trabalho na escola! (Ai como isso dava trabalho, mas também deixarei para outra oportunidade esse conto!)
Primeiro colhemos os dados depois os tratamos estatisticamente, com a soma de todo conhecimento adquirido até então, para aí podermos criar nossas verdades. As experiências nos ditam o resumo, as vivências nos relatam os fatos. Queria escrever livros quando tinha 16 e só aos quarenta e poucos comecei a ter de verdade o que expressar, tudo fruto dos doze trabalhos que em parte cumpri.
Os trabalhos de Hércules eram histórias coletadas que deram um corpo completo à um mito, mas que começaram a ser consideradas como uma viagem mística ao interior, um retornar ao  divino, uma busca da imortalidade. Coisas curiosas, Hércules matou todos os seus mestres antes de sair para sua viagem de trabalho. Cruel, mas muito útil e simbólico. Se ele era o melhor, seus mestres não poderiam conte-lo se o fizessem ele não seria o melhor e só num desafio até a morte essa prova poderia vir. Além do que os inimigos nunca saberiam de seus pontos fracos.
O sentido em que Hércules andava para realizar sua simbólica viagem de trabalho era no sentido oposto a sequência do zodíaco, o que impressionantemente dá origem ao termo “conversão” que foi usado originalmente pelos gregos para dizer que uma pessoa passou a viver um caminho de volta ao criador, uma vida religiosa. Gostou?
Quanta cultura não? O que? Inútil? Tá bom, pensa assim!
Finalizando, isso me lembra aquele filme “A volta dos que não foram”
Quem não vai, nunca volta, a vida leva ao ápice da maturidade e então a viagem interior começa em busca do que não está do lado de fora. Esgotados os trabalhos e conquistado o reino externo, o homem pode fazer a viagem de retorno. Ao pó ou a Deus? Responda quem puder. 

Musica?
Olhando um cavalo bravo
No seu livre cavalgar
Passou-me pela cabeça
Uma vontade louca
De também ir
Para um cavalgar
Coração atrevido
Pernas de curioso
Olhos de Bem-te-vi
E ouvidos de boi manhoso
E lá vou eu mundo afora
Montado em meu próprio dorso.