segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Highway


Esta é sobre o motivo deste blog, é sobre a placa de retorno. Demorou pra eu escrever, porque talvez eu estivesse esperando ser isso uma mentira, mas hoje quando acordei pela manhã, percebi que não é...
A vida tem  uma grande estrada, na qual, dirigimos sozinhos em nossos carros. Cada qual na sua velocidade, indo cada qual pra um destino. Se mais rápido, mais emoção, mas acaba mais rápido, se mais lento, vemos mais coisas, mas também nos aborreceremos.
Quando nos encontramos é  nos postos de gasolina da vida, pra abastecermos e continuarmos a viagem.

Por que sempre sozinhos?  Já me perguntei. Uma família não está no mesmo carro, ou numa van. Não, como não? Por acaso um bebezinho dirige uma carro?
Não, ele está sendo rebocado.
O carro é uma figura que representa nosso corpo físico, entenderam? sozinhos dentro de nós mesmos.

E aí, o que sei, é que as vezes, alguém coloca o rosto pra dentro de nossa janela e nos beija o rosto. Alguém que está lendo poderia dizer, já sei, é algum coração entrando em contato com o nosso! Outros que me encontraram em outros postos de gasolina diriam, é uma referencia ao sexo! Ora bolas, claro que é o amor!
Então o que tem tudo isso de interessante e de lição e de complicado? Bom, eu sempre que estou na estrada, tenho muito tempo pra pensar e tenho lembranças do passado, que vem sempre regadas de saudades, algumas são só boas, mas outras trazem arrependimento, coisas que deixei  de fazer, ou momentos que deveria  ter aproveitado, pessoas que não conheci mais a fundo, situações mil.

Então eu começo a procurar um retorno, uma forma de voltar aquele momento, mas a vida é uma estrada sem placa de retorno! Não existe mais como voltar, porque esta estrada se chama tempo e o tempo perdido não volta. Entendem agora porque demorei tanto pra escrever uma coisa tão lógica? Não dá mais pra voltar e esta sensação de impotência é terrível.

Aí eu comecei a me entender e ver que já que eu não posso voltar, só tem uma coisa a fazer! Trilhar minha vida por caminhos que me façam lembrar com satisfação o que se passou, sem arrependimentos, que me façam ver que ninguém volta, não só eu, não sou tão importante pra ter uma lei assim só pra mim!

Nada volta, mas algumas situações são parecidas e aí eu pensei, vou tomar decisões diferentes desta vez, se apareceu de novo e eu fiz direito da outra vez é porque agora tenho outra lição a aprender, se deu errado, do mesmo jeito, fazer até aprender, ou fazer até se sentir satisfeito.
Mas no final de tudo, sempre sozinhos, no máximo em comboios, no máximo nos abastecendo juntos, no máximo sorrindo uns para os outros, no máximo por concessão divina, fazendo os corações beijarem-se.

Vou terminar assim “Na boca, em vez de um beijo, Um chiclete de menta e a sombra do sorriso que eu deixei. Numa das curvas da highway”
Sabia que um dia esta musica um dia diria pra que veio.


2 comentários:

  1. Muito bom! Gostei! Diria mais, parafraseando o grande filósofo Roberto Carlos (O Cantor): Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi. ehehe... grande abraço!

    Leandro

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  2. Sabedoria Oriental: Tirando o motorista e o cobrador, é tudo passageiro!!!!

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